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quarta-feira, 13 de julho de 2011

9ª Romaria da Terra e das Águas de Rondônia

Evento, que contou com participação de diversos povos indígenas do estado, foi realizado dia 10 de julho, no distrito de Iata, em Guajará-Mirim.

Foi realizada no último domingo, 10 de julho, a 9ª Romaria da Terra e das Águas de Rondônia. O evento, que teve como tema “A água e o verde, vida do planeta”, aconteceu no distrito de Iata, em Guajará-Mirim.

As Romarias da Terra e das Águas de Rondônia acontecem desde 1986, sendo que este ano foi organizada pelas dioceses de Guajará-Mirim, Ji-Paraná, Porto Velho e pelo Sínodo de Amazônia da Igreja Luterana no Brasil (IECLB).

O distrito de Iata foi escolhido para sediar a Romaria porque corre o risco de desaparecer com a construção de uma hidrelétrica na Cachoeira de Ribeirão, município de Guajará-Mirim, apesar de sua importância histórica para o estado de Rondônia.

O evento contou com a participação de diversos povos indígenas do estado, entre eles os: Oro Waran, Oro Waran Xijein, Arikapu, Oro MOn, Cujubim, Djeoromitxí, Tupari, Kassuá, Aruá, Kithaulu (Nambikwara), Wayoró, Oro Nao, Canoé e Makurap. Todos assinantes do documento final do encontro, onde refletem sobre sua espiritualidade a partir dos elementos da natureza, como terra, água, ar e floresta.



O documento final reflete de forma clara a relação que os povos indígenas têm com o meio ambiente e seus elementos, onde afirmam estar toda sua história de vida. Para eles, a Terra é mãe; a água vida; o ar vida e saúde e a floresta sua riqueza, economia e futuro, bem como a morada de seus ancestrais e fonte de seus rituais.



Eles também refletem, contudo, os problemas enfrentados com a ação predatória do homem, como as queimadas, exploração ilegal de madeiras, minérios e outros recursos naturais. Fora toda essa leva de preocupações, os povos indígenas também se declararam contra os empreendimentos – hidrelétricas, estradas, entre outros -, que impactam seus territórios.



Como forma de driblar todas essas investidas, eles acreditam no fortalecimento de suas culturas e tradições, bem como na transmissão desse conhecimento ás futuras gerações.

Para ler mais acesse aqui.

(Fonte: site do CIMI)

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